terça-feira, 23 de novembro de 2010


Lucas R. Bastos Cunha
Saber Voar
O vôo liberto do pássaro
Voando sobre campos e águas,
Sobre longas e esburacadas estradas,
Cuja poeira torna a próxima parada
Cada vez mais distante.
Parada?
Um descanso a beira de uma estrada que parece inacabar.
E o medo de acabar estimula o vôo.
Utilizam-se as próprias asas, voa-se em grupo,
Sempre em busca de uma melhor adaptação.
Sem destino certo,
O que resta é migrar em direção à luz;
Voar por entre sonhos.
Ah, sonhar!
Mais que sonhar, viver.

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